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TendĂȘncia com base em que?

Writer: Renan Barreto
Renan Barreto
Apr 30, 2024
2 min read
Nas Ășltimas semanas, tenho me dedicado a estudar o mundo do big data. Confesso que tem sido uma jornada desafiadora, mas extremamente promissora. Afinal, quando pensamos no cenĂĄrio analĂ­tico atual, Ă© impossĂ­vel nĂŁo se impressionar com a quantidade exorbitante de informaçÔes que criamos diariamente e para onde elas nos levam. No entanto, uma questĂŁo paira aqui: estamos realmente preparados para lidar com os dados e Ă s pesquisas de maneira eficaz?

A anålise de dados é crucial quando se trata de compreender comportamentos, jornadas e tomadas de decisão. No entanto, na era digital em que vivemos, mais de 80% dos dados são não estruturados*, ou seja, são brutos e não passam por nenhum tipo de filtro ou organização prévia. Isso cria um cenårio desafiador, no qual interpretar esses dados e propor anålises relevantes torna-se uma tarefa complexa e exigente.

Artista: Juan Manuel Sanabria


E quando pensando em buscar dados estruturados, acredito que enfrentamos um problema sĂ©rio relacionado Ă  limitação nos estudos e aos recortes mĂ­nimos e internacionalizados nas pesquisas. Muitas vezes, tendemos a valorizar apenas o que Ă© considerado inovação e tendĂȘncia no exterior, sem, muitas vezes, considerar o potencial incrĂ­vel que temos em pesquisas nacionais e na base que elas podem nos oferecer para aplicar (ou nĂŁo) essas tendĂȘncias. É aĂ­ que, na minha opiniĂŁo, entra o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE).

O IBGE é uma fonte riquíssima de informaçÔes sobre a realidade brasileira. Suas pesquisas abrangem uma variedade de temas, desde demografia e economia até cultura e meio ambiente. Avaliar o nosso senso através dos dados do IBGE pode ser extremamente valioso e oferecer visÔes poderosas para campanhas, açÔes e estratégias mais assertivas.

Por exemplo, ao analisar os dados demogrĂĄficos fornecidos pelo IBGE, podemos compreender melhor o perfil e as necessidades da população brasileira, adaptando nossas estratĂ©gias de marketing e desenvolvendo produtos e serviços mais alinhados com a realidade do nosso paĂ­s. AlĂ©m disso, ao utilizar dados do IBGE sobre hĂĄbitos de consumo, comportamento digital e tendĂȘncias sociais, podemos antecipar demandas do mercado e tomar decisĂ”es mais informadas.

Em um mundo cada vez mais orientado por dados, Ă© fundamental reconhecer o valor das informaçÔes disponĂ­veis em nossa prĂłpria casa. O IBGE oferece uma mina de ouro de dados que pode ser explorada para impulsionar a inovação, orientar decisĂ”es estratĂ©gicas e promover o desenvolvimento sustentĂĄvel em nosso paĂ­s e considerando isso, sinto que muitos profissionais desistem de ideias por nĂŁo conseguirem adaptar essa “inovação” a realidade brasileira, e no fim, perdemos muito, criativamente falando.

À medida que continuo estudando sobre big data e analisando dados, percebo ainda mais a importĂąncia de olharmos para dentro, valorizando o potencial dos dados locais e reconhecendo a riqueza de informaçÔes que o IBGE tem a oferecer. Mas isso nĂŁo quer dizer que relacionar e unir informaçÔes apresentadas em conferĂȘncias, feiras e festivais exteriores seja de menos valor, o grande ponto Ă© de onde partimos, a jornada estratĂ©gica de estudo pode ser muito mais real e tangĂ­vel se considerarmos o cenĂĄrio brasileiro antes de tudo.

Escrito por Renan Barreto.

Revisado com ajuda de inteligĂȘncia artifical.

*FIAP On: Big Data & Analytics


 
 
 
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