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Tendência com base em que?

Nas últimas semanas, tenho me dedicado a estudar o mundo do big data. Confesso que tem sido uma jornada desafiadora, mas extremamente promissora. Afinal, quando pensamos no cenário analítico atual, é impossível não se impressionar com a quantidade exorbitante de informações que criamos diariamente e para onde elas nos levam. No entanto, uma questão paira aqui: estamos realmente preparados para lidar com os dados e às pesquisas de maneira eficaz?

A análise de dados é crucial quando se trata de compreender comportamentos, jornadas e tomadas de decisão. No entanto, na era digital em que vivemos, mais de 80% dos dados são não estruturados*, ou seja, são brutos e não passam por nenhum tipo de filtro ou organização prévia. Isso cria um cenário desafiador, no qual interpretar esses dados e propor análises relevantes torna-se uma tarefa complexa e exigente.

Artista: Juan Manuel Sanabria


E quando pensando em buscar dados estruturados, acredito que enfrentamos um problema sério relacionado à limitação nos estudos e aos recortes mínimos e internacionalizados nas pesquisas. Muitas vezes, tendemos a valorizar apenas o que é considerado inovação e tendência no exterior, sem, muitas vezes, considerar o potencial incrível que temos em pesquisas nacionais e na base que elas podem nos oferecer para aplicar (ou não) essas tendências. É aí que, na minha opinião, entra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE é uma fonte riquíssima de informações sobre a realidade brasileira. Suas pesquisas abrangem uma variedade de temas, desde demografia e economia até cultura e meio ambiente. Avaliar o nosso senso através dos dados do IBGE pode ser extremamente valioso e oferecer visões poderosas para campanhas, ações e estratégias mais assertivas.

Por exemplo, ao analisar os dados demográficos fornecidos pelo IBGE, podemos compreender melhor o perfil e as necessidades da população brasileira, adaptando nossas estratégias de marketing e desenvolvendo produtos e serviços mais alinhados com a realidade do nosso país. Além disso, ao utilizar dados do IBGE sobre hábitos de consumo, comportamento digital e tendências sociais, podemos antecipar demandas do mercado e tomar decisões mais informadas.

Em um mundo cada vez mais orientado por dados, é fundamental reconhecer o valor das informações disponíveis em nossa própria casa. O IBGE oferece uma mina de ouro de dados que pode ser explorada para impulsionar a inovação, orientar decisões estratégicas e promover o desenvolvimento sustentável em nosso país e considerando isso, sinto que muitos profissionais desistem de ideias por não conseguirem adaptar essa “inovação” a realidade brasileira, e no fim, perdemos muito, criativamente falando.

À medida que continuo estudando sobre big data e analisando dados, percebo ainda mais a importância de olharmos para dentro, valorizando o potencial dos dados locais e reconhecendo a riqueza de informações que o IBGE tem a oferecer. Mas isso não quer dizer que relacionar e unir informações apresentadas em conferências, feiras e festivais exteriores seja de menos valor, o grande ponto é de onde partimos, a jornada estratégica de estudo pode ser muito mais real e tangível se considerarmos o cenário brasileiro antes de tudo.

Escrito por Renan Barreto.

Revisado com ajuda de inteligência artifical.

*FIAP On: Big Data & Analytics


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